Bioestimuladores de colágeno: Você conhece a diferença entre eles?

Por Dra. Luciana Gasques, médica dermatologista

O que são os bioestimuladores e por que estão mudando a dermatologia 

Com o passar dos anos, a pele perde sua capacidade natural de se regenerar. O colágeno (proteína responsável pela firmeza, elasticidade e sustentação) começa a diminuir, e a pele do rosto e do corpo passa a mostrar sinais como flacidez, rugas e perda de contornos.

Mas a boa notícia é que a dermatologia moderna encontrou uma forma de estimular o próprio corpo a reconstruir essa sustentação de forma natural. Essa é a função dos bioestimuladores de colágeno. São substâncias injetáveis que ativam os fibroblastos, células encarregadas de produzir colágeno novo.

Diferente dos preenchedores, que atuam preenchendo volumes, os bioestimuladorestrabalham de dentro para fora, induzindo a pele a recuperar sua densidade e firmeza ao longo dos meses.

Os principais tipos de bioestimuladores:

Existem diferentes bioestimuladores aprovados e amplamente estudados. Neste artigo científico que publiquei junto a outros pesquisadores da Faculdade de Medicina do ABC, analisamos dois dos principais:

1. Ácido Poli-L-Lático (PLLA)

O PLLA, conhecido comercialmente como Sculptra® ou Elleva®, é um polímero biocompatível e biodegradável. Ou seja, o corpo o reconhece e o elimina naturalmente.

Quando aplicado na pele, ele provoca uma leve resposta inflamatória controlada, atraindo células como os fibroblastos, que passam a produzir colágeno novo.


O resultado é gradual e duradouro: em cerca de 30 dias já se inicia a formação de novas fibras, e o efeito melhora ao longo de 9 a 12 meses.

Indicações: flacidez facial e corporal, redefinição de contorno, melhora da textura e sustentação da pele.
Diferencial: resultado natural, sem aumento de volume e com estímulo contínuo de colágeno tipo I — o mesmo que temos em peles jovens. 

2. Hidroxiapatita de Cálcio (CaHA)

A CaHA é um mineral sintético formado por cálcio e fósforo (os mesmos dos ossos e dentes) e também é biocompatível e biodegradável.

Logo após a aplicação, o produto já causa um efeito lifting imediato devido ao seu gel carreador. Depois, esse gel é absorvido e substituído por colágeno novo, que se forma em torno das microesferas de CaHA.

Além de estimular colágeno, a CaHA também aumenta a produção de elastina e melhora a circulação local, deixando a pele mais firme, elástica e viçosa.

Indicações: flacidez facial, pescoço, colo, mãos, braços e glúteos.
Diferencial: Efeito imediato e progressivo, com resultados que podem durar até 18 meses.

A ciência por trás do resultado

Tanto o PLLA quanto a CaHA agem a partir de um mesmo princípio: estimular o corpo a se reconstruir, gerando uma resposta natural e gradual.
Nos dois casos, o tecido passa por três fases:

1. Reação inicial leve, que desperta as células do colágeno;

2. Produção intensa de fibras, responsável pela firmeza;

3. Remodelação, em que o colágeno novo substitui o antigo, deixando a pele mais densa e uniforme.

Essa remodelação é o que garante o efeito tensor, firme e natural, sem distorcer os traços.

Resultados e segurança

Os bioestimuladores não mudam a identidade, eles valorizam o que já existe, devolvendo sustentação e vitalidade.
Quando aplicados com técnica e precisão, apresentam alto índice de satisfação, durabilidade prolongada e baixíssimo risco de efeitos adversos.

“O bioestimulador é uma ponte entre a ciência e a naturalidade — um tratamento que devolve firmeza sem exageros, e confiança sem artificialidade.”
— Dra. Luciana Gasques

Quando é hora de começar?

O estímulo de colágeno pode (e deve) começar antes que a flacidez se torne intensa. A partir dos 30 anos, já é possível obter excelentes resultados preventivos, mantendo a pele firme e o contorno facial definido por mais tempo.

Agende sua avaliação e descubra qual bioestimulador é ideal para o seu tipo de pele e objetivo.

Acesse o artigo completo clicando aqui.

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